2 comentários em “Uma entrevista muito inocente

  1. Minha nossa. Acho que você vive na teoria da conspiração. Existem várias outras formas de abordar o tema Preconceito com esses tópicos. Por exemplo: por que essa necessidade de, agora, se rotular imediatamente? Nunca vi, parece que as pessoas agora precisam, logo seguido do nome, dizer se são hétero ou homossexuais. O tal pedreiro pode simplesmente não querer ser confundido com um gay e não necessariamente ser homofóbico. Nesse sentido, o preconceito estaria no medo de ser confundido ou até mesmo presenciar alguma cena que julgue constrangedora.
    Existem erros tremendos de interpretação do PLC122. Os aficcionados mal conseguem olhar a fundo as questões. Uma lei como essa surge como atitude de emergência para problemas que são emergenciais. Outros, ainda dizem “ah, mas gay, agora, está em voga”…mas é claro! Quantos crimes não acontecem todos os dias com essa minoria?! Alguns anos atrás, era a vida da prostituição, a HIV, o racismo e etc que abarrotavam as telas. Logo, quem sabe, as próximas temáticas podem indígenas. E, consequentemente, alguma lei surgirá em defesa dessa outra parcela populacional. É muito normal que algumas leis tomem mais força que outras, justamente por causa do período que se vive. Agora, com tantas facilidades tecnológicas e econômicas (no quesito de novas áreas de trabalho), ficou muito mais fácil do homossexual se assumir; mas isso não quer dizer que agora isso é moda e vão brotar gays por todos os lados. A diferença é que antes não existiam leis que pudessem, ao menos, tentar proteger os homossexuais. E, também, não existia espaço social para assumir a sexualidade. A sociedade muda; os costumes também, por conseguinte, a constituição também se adapta. No adianta viver engessado. O fato de que muitas pessoas não aceitam, não concordam ou odeiam, não fará com que a homoafetividade deixe de existir. Antes de tudo, é dever do Estado assegurar que os deveres e diretos sejam cumpridos, a TODOS os cidadãos. 

  2. Ygor, o PL 122 não veio somente como um artifício para coibir atos homofóbicos. Se você ler os artigos 4º, 8º e 16º, por exemplo, vai ver que há a inclusão de termos genéricos no que tange a questão do preconceito, justamente para incriminar qualquer um que for contra a causa gay (em geral).

    Não é teoria conspiratória, basta observar a inclusão massiva de gays na grande mídia e você verá que os pobres travestis da rua Augusta são apenas propaganda de um projeto mais amplo, que visa implantar uma sociedade ordenada pelos princípios de uma minoria (não para os direitos de tal minoria).

    A proteção às minorias não é questão de “estar em voga” como você coloca. Até porque isso serve muito bem ao que eu disse acima: cria-se assim a atmosfera de que algumas minorias são melhores que as outras. E se a Globo resolver nunca dar atenção aos indígenas? Os gays, enquanto minoria são melhores que os indígenas? Repare que o maior problema de quem é contra p PL 122 não é quanto à concessão de certos direitos como o de união civil, mas contra a criação de uma supracategoria.

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