3 comentários em “Quando a diplomacia é deformada

  1. Isso tem muito a ver com aquele negócio da tolerância unilateral: se fosse o contrário, retirando um símbolo judeu, islâmico ou de outra religião, seria uma ofensa das grandes. Obviamente, esse não é o caminho para a tolerância religiosa. É como se tivéssemos que “agradar” somente um lado para evitar um conflito ideológico/cultural.

  2. Ah, me esqueci de comentar: eu abri o link sobre os crucifixos e achei bem interessante o argumento utilizado principalmente o do advogado Joseph Weiler, que por sinal é judeu:

    “responsável por virar o placar no julgamento, na Corte Européia, sobre se a Itália violava ou não a convenção de direitos humanos da Europa ao manter crucifixos nas suas salas de aula. Ele diz que, se o princípio é a laicidade, não se pode obrigar a expor símbolos religiosos da mesma forma que não se pode obrigar a não expor. Forçar a Itália a não ter crucifixos nas salas de aula seria forçá-la a não ser Itália, mas a ser França. E isso acaba com o pluralismo que caracteriza a Europa.

    Weiler diz isso a partir de um pressuposto muito simples, frequentemente negligenciado. Se o Estado deve ser neutro, ele não deve impor nada. Não se obrigava por lei a pôr crucifixos nas paredes das escolas italianas, assim como não se poderia obrigar a tirá-los, pelo bem na neutralidade.”

    Nunca tinha pensado por esse lado e faz muito sentido.

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